Otto nasceu em São Paulo em 1935. Faleceu neste ano, em 22 de abril.
A exposição, que primeiro passou palo IMS do Rio de Janeiro, foi aberta 2 meses antes de sua morte, e reúne 70 fotos icônicas do fotógrafo.
As fotografias expostas foram tiradas dos anos 1950 aos anos 1990. Há fotografias de moda - Otto Stupakoff foi o pioneiro da fotografia de moda no Brasil-, fotografias de viagens, e também retratos de pessoas famosas.
Há apenas uma foto colorida, todas as outras são PB. Das 70 fotos, apenas uma única não retrata pessoas. É uma imagem, curiosamente, da Faap. Trata-se de uma fotografia de 1961, em que o fotógrafo retrata uma parede - provavelmente um ateliê-, em que há uma interessante composição com objetos de diversas área das artes. Instrumentos musicais, sapatilha de bailarina, objetos para pintura.
As fotografias de moda são bastante ousadas e interessantes, e flertam com o surrealismo, brincam com o improvável. Há uma série, por exemplo, em que a modelo é fotografada posando diante de um macaco no zoológico (há um vidro que separa a modelo do animal).

O nú feminino também está presente em muitas fotografias, e é interessante a forma como Otto Stupakoff trabalha com a luz no PB. Nas fotos de nus, a luminosidade entra sempre por janelas, e Otto trabalha muito bem com essa luz natural, e na composição que faz entre claro/escuro no corpo feminino.
Nos impressionou os retratos de pessoas famosas. É possível notar que Otto consegue captar aquilo que Barthes chama, em "A Câmara Clara", de punctum. Essas fotografias, como a de Tom Jobim (abaixo), Wesley Duke Lee, Jack Nicholson ou Trumman Capote, chamam a atenção pela maneira como aquelas pessoas parecem 'vivas'. É como se o olhar dessas pessoas tivesse profundidade, como se o olhar dissesse alguma coisa. A fotografia consegue nos passar o ar, o ambiente em que aquela pessoa foi fotografada.

Essa intimidade com o outro também aparece em fotografias de desconhecidos, como a menina cigana com um cigarro na boca, que é de uma beleza indescritível.
Nenhum de nós conhecia o fotógrafo, e nos impressionamos com a qualidade das fotografias. A criatividade e o inusitado nas fotografias de moda. A beleza e profundidade dos retratos. O nu e a sensualidade apresentado de uma mameira diferente do que estamos acostumados.
As fotografias que dizem.
Como o menino no canto da parede, de costas para a fotografia, pequeno naquele espaço que ele não quer ver, ou de que ele se culpa. Ou será que era uma simples brincadeira de esconde-esconde?


Grupo: Alice Fanny Riff, Nicholas Gobbo, Tomás Pirró, Victor Parente
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